Nas ruas, a redenção da “amarelinha” na Copa

Em todo o Brasil, as ruas registraram concentrações de torcedores no jogo do Brasil contra a Costa Rica na Copa do Mundo 2018, na Rússia.

No Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, o público era crescente por volta das 9 horas, quando a partida começou. Uma cervejaria instalou um telão no local e a polícia colocou grades para organizar a circulação do público. Máscaras feitas de plástico com o rosto de jogadores como Neymar, Gabriel Jesus, Paulinho e Philippe Coutinho eram vendidas por 5 reais.


Pintura facial a R$8 no Viaduto do Chá em São Paulo durante jogo da seleção brasileira contra Costa Rica (Larissa Faria/VEJA.com)




Houve quem lucrasse com o serviço de pintura no rosto, cobrando R$ 8 por um trabalho completa. Funcionários de empresas próximas curtiam o telão com transmissão do jogo, ainda de terno, gravata e crachá. Quem também aproveitava a festa para trabalhar eram coletores de latinhas de cerveja e refrigerante.

Fazia sucesso entre os torcedores, assim como os tradicionais aparatos nas cores verde e amarela, em especial a camisa amarelinha da seleção. Pois rejeitada por parte dos torcedores que enxergam nela um significado político – um uniforme das manifestações anticorrupção e anti- PT que culminaram no impeachment de Dilma Rousseff – a peça domina nas torcidas de rua. Assim como vuvuzelas, tintas para o rosto, perucas, chapéus, gorros e a bandeira do país.

Torcida brasileira no Vale do Anhangabaú (SP) (Larissa Faria/VEJA.com)



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