Novo decreto não afetará aquisições antigas de armas, diz Dino

Novo decreto não afetará aquisições antigas de armas, diz Dino Flávio Dino foi empossado como ministro da Justiça no dia 1º de janeiro

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou, no domingo (1º.jan), que o novo decreto que reestrutura a política de controle de armas não afetará aquisições antigas. A norma foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Palácio do Planalto, em conjunto com outros cinco decretos.


"Nós fizemos regras que são de transição entre o regime antigo do 'liberou geral' e o regime novo do controle responsável de armas. Imediatamente não haverá efeitos sobre quem já comprou [armas de fogo], a não ser no que se refere à proibição de compra de munição para armas de uso restrito", disse Dino.


A política de armas estava entre os principais temas da equipe de transição de Lula. O novo decreto reduz o acesso às armas e munições e suspende o registro de novas armas de uso restrito de Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs). Também fica suspenso as autorizações de novos clubes de tiro até a divulgação de uma nova regulamentação. 


Entre as restrições estabelecidas estão a proibição do transporte de arma municiada, a prática de tiro desportivo por menores de 18 anos e a redução de seis para três na quantidade de armas para o cidadão comum. O documento condiciona ainda a autorização de porte de arma apenas à comprovação da necessidade. 


"As armas podem existir, mas neste momento em que vivemos, em termos de políticas públicas, o correto é estarem nas mãos das forças armadas e policiais, além de forças institucionais. O 'liberou geral' que vai ser revertido", reforçou Dino, acrescentando que a medida visa ampliar a segurança da população.


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