SP: Cerca de 200 mil clientes continuam sem luz 4 dias após chuva, diz Enel

Empresa responsável pelo fornecimento de energia na capital paulista afirmou que "até o momento, cerca de 1,9 milhão de clientes tiveram o serviço normalizado, de um total de cerca de 2,1 milhões afetados"

SP: Cerca de 200 mil clientes continuam sem luz 4 dias após chuva, diz Enel Funcionários da concessionária Enel fazem manutenção da fiação elétrica depois que árvore de grande porte caiu e derrubou um poste, cortando o fornecimento de energia elétrica na Rua Maria Figueiredo, no Paraíso, no centro da cidade de São Paulo Foto: FÁBIO VIEIRA/FOTORUA/ESTADÃO CONTEÚDO

Cerca de 200 mil clientes da Enel Distribuição São Paulo continuam sem energia em suas casas após as fortes chuvas que atingiram a capital paulista na última sexta-feira (3), segundo informou a empresa nesta segunda-feira (6).


Em nota, a Enel afirmou que “até o momento, cerca de 1,9 milhão de clientes tiveram o serviço normalizado, de um total de cerca de 2,1 milhões afetados na última sexta-feira”.


Ainda de acordo com a Enel, “quase 3 mil profissionais nas ruas que seguem trabalhando 24 horas por dia para agilizar os atendimentos e normalizar o fornecimento para quase a totalidade dos clientes até esta terça-feira (07/11), conforme anunciado em reunião com o prefeito de São Paulo.”


Em entrevista à CNN no sábado (4), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) comparou os ventos que atingiram a cidade na sexta-feira à magnitude de um tornado e disse que o fenômeno pegou a todos de surpresa – motivo pelo qual muitos problemas ocorreram.


“Infelizmente, fomos surpreendidos com esse [vento] quase que um tornado, mas estamos buscando reestabelecer [a cidade] o quanto antes”, declarou Nunes.


“O que a gente teve ontem aqui foi um evento excepcional, onde a rajada de vento, em alguns locais, passou de 100 km/h. Desde 1995, nós não temos histórico de um vento dessa magnitude que pegou São Paulo”, completou Nunes.


Na ocasião, o prefeito negou que os problemas tenham sido motivados por falta de precaução, exemplificando que, até 30 de outubro, 10 mil árvores foram removidas e outras 150 mil foram podadas.


Nunes disse ainda que sua gestão está atenta às mudanças climáticas globais.


(Publicado por Marina Toledo)


Mais lidas