Em 7 anos, uso de energia solar em imóveis no Estado aumenta 1,7 mil vezes
Imóveis dependentes da energia produzida pelo sol saltou de 19 em 2014 para 33,3 mil
Placas solares instaladas ao lado de condomínio, em Campo Grande. (Foto: Kísie Ainoã)
De apenas 19 para 33,3 mil. O número estratosférico se refere aos imóveis em Mato Grosso do Sul que passaram a usar energia solar num período de sete anos. O aumento de 1,7 mil vezes nessa quantidade mostra o avanço desse serviço no Estado e que, de alguma forma, está gerando economia pro bolso do consumidor.
Para se ter uma ideia, administradora da farmácia Ultra Popular, na avenida Júlio de Castilhos, Kelly Rose Miyashiro, afirma que o estabelecimento passou a usar energia solar em setembro do ano passado e o valor da conta hoje, corresponde a 10% do que era pago anteriormente. De R$ 3 mil que eram pagos, atualmente são cerca de R$ 300,00 ao mês.
“Compensa sim. A gente gera bastante energia. Geramos toda energia que consumimos e o excedente, é abatido na conta”, relata. Ela reforça que há placas solares em duas unidades da farmácia, mas o abatimento está sendo aplicado apenas em uma. “A burocracia da Energisa está atrasando esse processo”, comenta.
Segundo o coordenador regional Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) em Mato Grosso, Tiago Vianna de Arruda, o avanço do uso de energia solar é fruto de uma série de situações econômicas e de mercado, mas também, da isenção de taxa de ICMS sobre esse serviço. A expansão começou, segundo ele, em 2016 e tende a crescer ainda mais, devido, principalmente, ao baixo custo de instalação e a economia gerada para o consumidor.
“Se a pessoa botar na ponta do lápis, é um investimento baixo e com um retorno rápido. Em três ou quatro anos você já pagou o que gastou e a partir daí é só usufruir, compensando ainda o excedente de produção de energia”, destaca.
Ele exemplifica que para uma casa comum, de cerca de 60 metros quadrados, seria necessário investimento de R$ 16 mil e o custo mensal seria de R$ 333,00. “Mato Grosso e Mato Grosso do Sul são estados com baixa densidade demográfica e a empresa de energia precisa investir muito em linhas de distribuição e transmissão, o que vira taxa e encarece o serviço”, analisa.
Conforme a Energisa, concessionária de energia em MS e que também administra o serviço de energia solar, atualmente, a maior geração fotovoltaica instalada no Estado é de uma indústria em Terenos, que gera 4.800 kW aproximadamente, “representando aproximadamente 2% de toda a geração fotovoltaica instalada na Energisa Mato Grosso do Sul”.
Vale destacar que, apesar da expansão, as unidades sustentadas com energia solar representam apenas 3% do universo de consumidores de MS, que somam 1.085.349.
