Chamado de "especialista em licitação", Edcarlos tem três empresas investigadas

O empresário é sócio de duas, das quatro empresas investigadas por esquema de fraude em licitações

Chamado de "especialista em licitação", Edcarlos tem três empresas investigadas Casa sede da MS Brasil, uma das empresas de Edcarlos - Gerson Oliveira

O empresário Edcarlos Jesus Silva é sócio de duas, das quatro empresas investigadas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por possível esquema de fraude em licitações com a Prefeitura de Campo Grande. De acordo com relatório do MPMS, Edcarlos também é responsável direto pela JR Comércio e Serviços, que também está entre as suspeitas de participação na quadrilha. 


Segundo o Ministério Público, Mahmoud Abdoul Rahim e seu filho, Mamed Dib Rahim, foram os fundadores da Engenex Construções e Serviços LTDA, mas em maio de 2021, a empresa foi cedida para Edcarlos, que tem 90%, e Paulo Henrique Silva Maciel, que possui 10% da sociedade. Na época da mudança de donos, a Engenex possuía os contratos milionários, que ainda estão em vigência, com a prefeitura da Capital. 


A respeito da atuação como “especialista em licitação” e prestação de serviço, Paulo Henrique, o sócio minoritário da Engenex atuou representando a VBTUR Comércio e Serviços durante o pregão presencial n° 039/2021, do Senar/MS, e também foi representante da JR no boletim de ocorrência n° 9429/2021. 


Já Edcarlos, é citado como responsável direto pela empresa JR, que está registrada no nome de seu sogro, Adir Paulino Fernandes. O sócio majoritário da Engenex, atuou em 2021 como prestador de serviços/representante da empresa RR Nogueira Soluções e Negócios, durante os trâmites do processo licitatório n° 55/2021, da Prefeitura de Bonito. 


No entanto, uma decisão liminar, publicada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) aponta que houve uma denúncia em relação ao processo licitatório n° 55/2021, e a outro, também disputado pela RR Nogueira, com representação de Edcarlos, n° 38/2021, por suposta irregularidade ocorrida durante os procedimentos, realizados sob a modalidade de Pregão Presencial. 


 A empresa denunciante informou que foi impedida de participar do processo. Não consta no portal de transparência da Prefeitura de Bonito, contratos relativos a esses dois processos no nome da RR. A empresa possuiu um contrato com o município, de setembro do ano passado a março deste ano, no valor de R$ 2.000,00, para aquisição de ventiladores e colchões para a Casa de Acolhimento Raio de Sol. 


O Ministério Público de MS também apurou que Edcarlos, juntamente com Fabricio Freitas, figuram como requeridos em Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa em Paranhos. 


Na ocasião, a Editora Planeta Educação foi alvo de investigação, após denúncia documentada por vereadores do município, por irregularidades em dois processos licitatórios para aquisição de materiais escolares. 


O MPMS cita ainda que a empresa e Fabrício Freitas foram investigados no âmbito das operações Toque de Midas e Aprendiz, da Polícia Federal, que visou apurar a existência de fraude no fornecimento de livros escolares para o governo do Estado. 


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