Investigados podem ter que ressarcir cofres por desvio

Investigados podem ter que ressarcir cofres por desvio

Os envolvidos no esquema de desvio de verba federal para aquisição de medicamentos em Naviraí, cidade a 360 km de Campo Grande, e em outras cidades de Mato Grosso do Sul, podem ser condenados a ressarcir os cofres públicos ou mesmo ser presos.

O delegado da Polícia Federal em Naviraí, Nilson Zoccarato, afirmou que a investigação tem elementos para pedir devolução de recursos e mesmo detenção dos investigados. “Mas somente MPF [Ministério Público Federal] e a Justiça Federal podem decidir isso”, ponderou.

Na Capital, foram apreendidos um computador, dois celulares e outros equipamentos eletrônicos na casa do ex-prefeito de Naviraí - em bairro não divulgado -, Leandro Peres de Matos, conhecido como Léo Matos.

No governo municipal de Campo Grande, o ex-prefeito ocupa função de assessor executivo I e chegou a ganhar R$ 3.909,26 em janeiro. Depois, em fevereiro, passou a receber R$ 8.079,12, valor que foi mantido até março. No mês passado, os vencimentos dele foram elevados para R$ 12.118,68.

A prefeitura não informou quais são as responsabilidades de Matos no cargo e se ele será ou não afastado da função.

Reclamações de cidadãos que não encontravam medicamentos nos postos de saúde de Naviraí originaram a investigação. A CGU verificou que em uma compra de R$ 1,2 milhão em remédios, houve superfaturamento de aproximadamente R$ 530 mil.

*Correio do Estado

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