Deputados de Mato Grosso do Sul comemoram liberação de porte de armas para políticos

Deputados de Mato Grosso do Sul comemoram liberação de porte de armas para políticos

Deputados comentam sobre decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) em que porte de armas é flexibilizado e direito é estendido para 20 categorias, dentre elas, políticos eleitos, caminhoneiros, jornalistas, advogados, moradores de propriedades rurais, proprietários, dirigentes de clube de tiro e oficiais de Justiça.

Para o deputado José Carlos Barbosa (DEM) o decreto é positivo. “O fato do bandido saber que a pessoa está dentro de casa e do carro desarmada aumenta as chances dele entrar, mas se ele não tem certeza de que a pessoa não estará armada, ele vai pensar duas vezes antes de agir, mas é preciso ter o controle de armas e de munições para que não aconteça como nos Estados Unidos, eles perderam o controle, a análise deve ser técnica e não emocional”, defendeu o parlamentar.

Outro deputado que também comemorou a publicação do decreto foi Herculano Borges (Solidariedade). “Essa era uma das promessas de campanha do Bolsonaro. O bandido tem vantagem em relação a população, agora o bandido terá uma surpresa ao ver o cidadão armado. Acho bom pai de família ter o direito de se defender”, declarou Borges.

O deputado do Solidariedade lembrou também que as categorias em que Bolsonaro liberou o porte de armas realmente fazem parte de uma classificação de maior risco e que “considera justo” que esses profissionais venham a adquirir uma arma. “Estou pensando em aderir também”, afirmou Borges.

Porém, a opinião dos deputados não foi unânime. O tucano Marçal Filho é contrário ao decreto. “Sou a favor da posse e não do porte. Nunca peguei numa arma , acho desnecessário e é importante entender melhor sobre essa flexibilização, porque a pessoa não pode sair atirando em todo mundo não. Continua a mesma coisa, o código penal continua o mesmo”, alertou o deputado do PSDB.

Outro parlamentar que criticou o decreto foi o petista Pedro Kemp. “Sou contra a flexibilização e acredito que essa medida foi ilegal e que fere a legislação, ele (Bolsonaro), não podia fazer por decreto, deveria encaminhar projeto de lei para ser votado. A saída não é armar a população e sim investir em segurança pública e ações preventivas”, finalizou Kemp.

*Correio do Estado

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